segunda-feira, 20 de janeiro de 2020

Festas do Solstício de Verão

Poesia é Arte e Cultura... Marcia Ruth Kanitz Portela Professora - poeta Obra: Folclore Nacional - Festas, Bailados, Mitos e Lendas. Autor - Alceu Maynard Araújo. A principal festa deste solstício é a de Natal. É folclore artificial que o catequista implantou. Embora tendo um sentido ecumênico, é mais jubilosa, intensa e ruidosa da Bahia para o Nordeste e Norte. Reveste-se no setentrião brasileiro de caráter mais profano, suntuário, exibicionista, enfim festa de consumo; no meridiano é mais sacro, é a "obrigação religiosa das folias de reis" preparatória de um banquete comum no dia de reis (ou da Nossa Senhora das Candeias), portanto de consumo também. Nas comemorações natalinas das áreas amazônicas, da jangada, do vaqueiro, agrícola açucareira, estão presentes os reisados, guerreiros, o bumba-meu-boi, os pastoris, os baianás e até os quilombos alagoanos ( e o lambe-sujo sergipano) a elas se agregam. Nas regiões da ubá, cafeicultora, das novas culturas, mineradora, do boiadeiro e do campeiro, os ternos-de-reis, os tiradores-de-reis, com seu cantochão-acaipirado, percorrem, à noite, quais os reis-magos, cantando e pedindo óbulos para a sua festa de reis... A folia se reveste de um caráter sagrado, são os representantes dos reis magos visitando os devotos, havendo um ritual especial de visitas e reverência nas casas onde há presépios. Na cantoria os versos firam em torno deste temas: anunciação, nascimento, estrela-guia, Reis Magos, adoração, ofertório, agradecimento e despedida. A presença de palhaços em algumas folias de reis não lhes tira o caráter sagrado do peditório. Nas folias, a função do palhaço varia. Não só a função bem como o simbolismo. Nas capixabas eles representam o satanás, daí trajarem-se de vermelho, chapéu cônico, mascarados e o inseparável relho. Não entram nas casas e locais onde há imagens de santos, presépios ou cruzes. Já em Minas Gerais são os representantes de Herodes, seus espias que seguiram os reis magos e acabaram convertendo-se ao cristianismo. São também chamados "guardas da companhia", Mocorongo ou morongo, ou marongo, Sebastião ou Bastião, todos porém usam disfarce - a máscara. Varia o número de palhaços: numa dois, noutras três. A presença dos palhaços nas folias de reis é anotada em várias regiões. Mas, deve-se adiantar, que num mesmo estado, é encontrado em vários municípios.

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