domingo, 19 de janeiro de 2020
Festas do Divino
Poesia é Arte e Cultura...
Marcia Ruth Kanitz portela, 19/ 01/2020,
Professora - poeta
Histórico
A Festa do Divino Espírito Santo é originariamente européia. Segundo alguns estudiosos portugueses, é oriunda da Alemanha, introduzida em Alenquer, Portugal, graças à iniciativa da Rainha Isabel (Teófilo Braga, O povo português). Bem mais remota, porém, é sua origem. Os povos germânicos, em contato com os romanos, destes a receberam através de cerimônia do panins gradilis, ou mesmo do repasto sagrado, praticado por todos os cidadãos gregos, pois na Grécia acreditava-se que a salvação da cidade dependia de tal cerimônia. Aristóteles em Política aponta tal usança entre Oscos, Ausônios e Enótrios.
Vários autores citam a introdução da festa do Divino no Brasil em 1765 por ilhéus lusitanos, na Matriz de Santo Antônio de Além Carmo da Bahia. É óbvio que a falta de pesquisa leva-nos a repetir tal data. Acreditamos entretanto que tenha sido introduzida no Brasil no século XVI e no Estado de São Paulo há uma referencia anterior àquela, é a de 1761, encontrada no Livro Tombo da Matriz de Guaratinguetá. Segundo essa ordem, a festa do Divino era de há tempos praticadas na então vila vale-paraibana, certamente desde o século XVII.
EM Portugal era hábito fazer vigílias nas igrejas e para passar o tempo mais depressa, havia comida a fartar. Em geral a comezaina terminava em orgia: por isso, foram abolidos os "vodos do Espírito Santo", por ocasião dos Pentecostes. Nas "Ordenações Filipinas", Livro V, título 5, parágrafo 1.º, encontramos a permissão para os "vodos do Divino". Esta lei esclarece que as festas do Divino eram com acompanhamento e música, como ainda se observa hoje em alguns lugares do Brasil.
Da obra: Festas, Bailados, Mitos e Lendas - Alceu Maynard Araújo,1964.
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