domingo, 19 de janeiro de 2020
FESTA DO POVO
Poesia é Arte e Cultura...
Marcia Ruth Kanitz Portela
Professora - poeta
19/01/2020.
Festas
Dentre as manifestações da vida social nos agrupamentos humanos podemos destacar a festa, cujo aparecimento data das mais remotas eras, certamente quando o homo faber, deixando de ser mero coletor de alimentos, praticante da técnica de subsistência da catança, passou a produzir-los plantando. Há na aurora das festas aquela preocupação mágica de agradecer a natureza ou suplicar para que ela, entidade supra terrenas ou divindades, não permitam as pagas, danos ou malefícios nas plantações, praticando portanto ritos protetivos e produtivos.
A festa inter-relaciona-se não só com a produção, mas também com os meios de trabalho, exploração e distribuição, ela é portanto consequência das próprias forças produtivas da sociedade, por outro lado, é uma poderosa força de coesão grupal, reforçadora da ajudam, nos grupos familiares, Certamente nessa época, tratar-se-ia da solidariedade mecânica, própria das sociedades não estratificadas, primitivas, segundo nos ensina Durkheim.
As festas, com o correr do tempo, foram se associando outros elementos tais como padroeiros, entidades sobrenaturais, mais tarde substituídas pelos santos do hagiológio católico romano. Não faltou a comezaina. Ao lado desta, a bebedeira que caracterizou os bacanais. àquelas comemorações foram adicionando, através dos tempos e dos povos, o engalamento, as máscaras, os disfarces, a liturgia, o exibicionismo...As festas tiveram uma origem comum: uma forma de culto externo tributado a uma divindade, realizado em determinados tempos e locais desde a arqueocivilização. Recebeu porém, roupagem nova após o evento do cristianismo. A Igreja Católica romana determinou certos dias para que formando o seu conjunto o ano eclesiástico. Estas festas são distribuídas em dois grupos distintos: as festas do Senho e o dias comemorativos dos Santos. Modernamente as festas de Nossa Senhora estão perdendo aquele caráter intermediário para se colocarem ao lado do grupo principal, isto é, das festas do Senhor.
Obra: Folclore Nacional - Festas, Bailados, Mitos e Lendas - Alceu Maunard Araújo.
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